domingo, 9 de outubro de 2011
QUANDO O CONTATO É A SOLUÇÃO
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
RECEBI ALTA. É MUITO BOM PODER CURTIR OS NETOS
Parece que minha vida estava suspensa e tudo voltou ao normal. É muito bom poder curtir os netos novamente.
POIS É
Quando o principezinho se preparava para deixar seu asteróide, rumo ao espaço, ficou preocupado com uma rosa que tinha e que cuidava com muito esmero. Ele não queria que ela sofresse na sua ausência, mas não queria deixar de fazer a viagem por causa da rosa. A solução foi arrumar uma redoma para deixar protegendo a rosa. Mas na hora de o príncipe colocar a redoma, a rosa se negou a receber a proteção. Diante da preocupação do pequeno príncipe com os bichos que iriam atacar a rosa, recebeu a seguinte pérola como resposta.
" - É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas!".
Pois é.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
AINDA NÃO RECEBI ALTA HOJE
SER PAI, SER AVÔ - FUNÇÕES DE CADA UM
Ser pai é sempre uma obrigação, ser avô pode ser um deleite. Educar filho é opção sua, educar neto é opção de seu filho. E por aí vai a carruagem....
Ser pai de filho casado muda pouco, por exemplo, não muda em responsabilidade. Aquela disponibilidade necessária na educação dos filhos, deve continuar. Sempre que seu filho precisar, você deve estar a um toque de celular. Seja para o que for. Seja para pagar uma conta no banco, para levar o carro pra lavar, para carregar uma carga, para mudar um móvel de lugar, para ficar com o filho dele por algum motivo, para levar o filho dele à escola, para buscar o filho dele à escola, enfim, qualquer coisa que o seu filho pedir. Além disso, você não pode tirar de mente que deve continuar dando exemplos para a vivência de seu filho, afinal educar filho é função irrenunciável do pai. Quando se decide ser pai, a decisão, depois de tomada, vem com todas as possibilidades e necessidades.
Já, ser avô, tem tantos ingredientes envolvidos que não é uma questão de decisão. Primeiro, não sou eu quem decido ser avô. Quem decide isso por mim é meu filho ou minha filha. Decisão tomada, você não tem muito o que fazer a não ser ficar a mercê de tudo. Os acontecimentos é que irão ditar como é que você será avô. Seus filhos vão decidir como é que eles querem que você seja avô. Ou seja, não adianta nem sonhar com nada depois que seus filhos decidem que você será avô.
Mas a missão de ser avô não deveria se resumir a um saco cheio de coisas que te jogam com o recado: "taí, agora é assim". O Avô deveria ser uma pessoa que constrói uma relação com seu neto onde os dois sejam realmente amigos, mantendo, é claro, os princípios da boa educação. Mas, para isso é necessário que lhe sejam dadas as condições para isso. Nadar contra a corredeira é impossível.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
SAUDADES DOS NETOS - MAS SÁBADO A LARA VEIO
No sábado a abstinência de neto foi atenuada com a presença da Lara. Fiquei "duas longas" horas com ela, mas pelo menos tive a presença de neto na minha casa e isso já é um alento pela carência que tinha sofrido durante toda a semana.
Espero que nesta próxima semana eu consiga um atestado médico.
sábado, 1 de outubro de 2011
ESTADO DE ESPÍRITO
RODA VIVA – CHICO BUARQUE
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A GRIPE NÃO PASSA E A SAUDADE AUMENTA
Hoje, quinta-feira, dia semanal da santa visita aos meus netos e eu aqui gripado sem poder vê-los. Meu coração fica pequenininho (ou pipiquinho, como diria o Vítão), quando lembro disso. Mas fazer o quê.
A saudade que estou sentindo daquele gaiatinho é qualquer coisa de assombrosa. Nunca pensei que um pedacinho de gente daquele pudesse causar esse reboliço com a gente.
Aliás, esta semana está de abstinência total de netos. Com a gripe não houve a visita regulamentar das segundas-feiras aos dois netos. Na terça, dia de pintar com a Lara, ela se rebelou e desistiu de pintar. O último contato visual com neto foi no domingo de manhã, que fui na casa do Fábio, mas mantive distância do Lucas e certa distância do Vítor, pois já estava com a gripe. Na terça-feira, consegui falar com o Vítor ao telefone. Foram esses os últimos contatos com meus netos.
Não sei se a saudade que sinto pelo Vítor é recíproca, parece que é. Ainda bem. Falo do Vítor porque o Lucas, coitado, sinto um amor tão grande por ele, mas ainda não tive tempo para curti-lo. São tão poucas as oportunidades e quase sempre ele está dormindo ou o Vitão está por perto e não pode forçar a barra.
Enquanto isso, continuo aqui esperando que a gripe passe e que o Vitão não pense que sou eu o culpado por tão poucas visitas a ele.
sábado, 24 de setembro de 2011
DIZER SIM OU NÃO É QUESTÃO DE TEMPO
A lógica é mais ou menos simples. Como é que vou ficar tão pouco tempo com meu neto ou minha neta e nesse pouco tempo ficar falando “não” a todo instante. Imagino que seja essa a lógica do avô permissivo.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
QUANTO VALE UMA ETERNIDADE
Há algum tempo, Gilberto Gil escreveu a letra de uma música chamada "Parabolicamará", onde faz um contra-ponto entre as distâncias existentes no passado e o quanto essas distâncias diminuiram com a chegada da alta tecnologia. A certa altura ele escreve que ir de um lugar a outro “de jangada leva uma eternidade”.
Sempre ouvi essa expressão quando pequeno e nunca parei para questionar sobre essa grandeza de medida. Quanto é que vale uma eternidade?
Nessas duas últimas semanas tive a noção exata do tamanho de uma eternidade. Cheguei à conclusão que uma eternidade é exatamente o tempo transcorrido entre segunda-feira à noite e quinta-feira à tarde. Essa é a medida exata de uma eternidade.
domingo, 18 de setembro de 2011
SEMANA INTENSA
Esta foi uma daquelas semanas inesquecíveis que a gente tem de vez em quando. Daquelas que ficam com uma marca indelével na gente pro resto da vida.
Logo na segunda-feira fomos escalados para ir à casa dos nossos netos, à noite, e só saímos de lá depois que o neto mais velho dormiu. Sempre que vamos a casa deles é um deleite. Como é bom ficar com os meus netos. O Lucas ainda está novinho e parece que pra ele não faz diferença a nossa presença. Então, somente a gente sente o quanto é bom estar com ele. Mas com o Vítor as coisas são diferentes. É nítido em suas reações, que ele também gosta muito da nossa presença. Noutro dia cheguei na casa dele e ele estava sentado em uma mesinha que usa para comer de vez em quando. Sentei-me ao seu lado, no chão, só pra ficar próximo a ele. Ficamos ali, eu sentado no vão entre a cadeira dele e o sofá e ele sentado numa cadeirinha, comendo alguma coisa que estava sobre a mesinha, assistindo TV. Quando percebo ele estava virado pra trás com o braço em torno do meu pescoço, num gesto puro e simples de demonstração que também sentiu saudade de mim. Isso só confirma o que eu digo: Deus sempre me deu mais do que mereço.
Mas a semana continuou e na terça-feira embarcamos para São Paulo. O objetivo era participar na quarta-feira de um encontro de companheiros de trabalho, de uma empresa (UNION CARBIDE) que trabalhei até 1978. Chegamos lá na terça-feira quase meia noite, mas uma grande amiga nossa insistiu em ir nos visitar no hotel e apareceu. Ficamos, então numa profusão de recordações boas, até as duas da manhã. Relembramos histórias nossas e de nossos filhos e ao final nos despedimos com a certeza que nossa amizade é daquelas que resistem ao tempo. Na quarta-feira, acordamos um pouco cansados, mas mesmo assim fomos ao centro da cidade comprar algumas coisas, voltamos e descansamos para o encontro da noite.
O encontro da noite foi, para resumir numa única palavra, o nirvana. Pessoas que não víamos há mais de trinta anos, apareceram assim como se a gente tivesse acabado de dizer um até logo na noite de ontem. Revi amigos que nem nos melhores sonhos da minha vida, imaginei pudesse reencontrá-los. Saí desse encontro com a certeza de que Deus é muito generoso comigo. Senão, como explicar o fato de, estar ali diante de pessoas que pelos idos de 1977/1978 foram parceiras de verdade e, de repente, saem de nossas vidas? Só pode ser a generosidade de Deus.
Mas a semana ainda não tinha acabado. Como trouxemos uma cama elástica de presente para o Vítor, passamos na casa dele na quinta-feira, quando voltamos de São Paulo, para ver sua reação com o presente. Depois de montada a cama elástica ele brincou até pedir para sair, todo suado e cansado.
Na sexta-feira, fizemos um programa mais avô ainda. A Lara, nossa neta, fez aniversário no sábado (17) e nós prometemos como presente de aniversário, pegá-la na escola, junto com uma amiguinha dela e levar para uma sorveteria daqui que tem um parquinho completo. Levamos também o Vítor e uma tia dele levou mais três primas. Foram duas horas tão intensas que a ninguém era dado o direito de descansar um pouco. Estávamos em três adultos e todos tivemos que ficar duas horas ligados nas seis crianças que estavam ali se esbaldando. Saímos exaustos, passamos na sorveteria e deixamos cada uma das crianças tomar quanto sorvete quisesse e fomos embora extenuado e felizes de ter vivido uma experiência ímpar.
Ontem foi o aniversário da Lara. De novo estava lá o Vítor, infelizmente o Lucas não pode ir. Bolo de castelo, feito pela vó Cleide a pedido da Lara, pula-pula e tudo o mais que uma festa de criança tem. Ao final todos fomos embora com a certeza que esta semana vai ficar para a história de nossas vidas.
Deus é bondoso comigo.